Escolher uma faculdade envolve muito mais do que apenas identificar a área de interesse, já que compreender as perspectivas profissionais futuras também faz parte de uma decisão consciente. Para quem considera essa formação, entender como está o mercado de trabalho para economista se torna essencial antes de ingressar nessa carreira tão relevante para a análise de cenários econômicos e financeiros.
Essa profissão costuma ser associada a uma atuação ampla, que vai desde consultorias e instituições financeiras até órgãos públicos e empresas privadas de diferentes portes, refletindo a versatilidade que caracteriza a formação em Ciências Econômicas no Brasil.
Conhecer o cenário atual ajuda tanto estudantes quanto profissionais já formados a direcionarem melhor sua trajetória, e é justamente por isso que entender como está o mercado de trabalho para economista se torna tão relevante nesse momento de decisão. Continue a leitura deste artigo no Jovem Aprendiz BR e entenda todos os detalhes sobre o assunto.
Como está o mercado de trabalho para economista?
De acordo com dados recentes do Ministério do Trabalho e Emprego, o mercado para o cargo específico de economista apresenta demanda restrita, com retração no volume de contratações formais registradas nos últimos meses analisados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.
Esse cenário mais restrito para o cargo específico de economista não significa, porém, que a formação perdeu relevância, já que boa parte dos profissionais formados nessa área acaba atuando em funções correlatas, como analista financeiro, área que apresenta panorama bem diferente.
Enquanto o cargo de economista mostra retração, a função de analista financeiro, frequentemente ocupada por profissionais formados em Economia, apresenta altíssima demanda, com crescimento expressivo no volume de contratações registradas ao longo do último ano.
A formação em Economia abre portas para diversas funções além do cargo específico de economista.
Quanto ganha um economista?
Segundo dados do CAGED referentes ao último ano, o salário médio de economistas contratados em regime CLT no Brasil fica em torno de cinco mil e quinhentos reais mensais, com mediana próxima de quatro mil e duzentos reais brutos por mês.
A maior parte dos profissionais contratados recebe entre três mil e trezentos reais e seis mil e duzentos reais mensais, valor que pode variar bastante conforme a região do país, o setor de atuação e o nível de especialização de cada economista.
Qual o futuro da profissão de economista?
As perspectivas para os próximos anos indicam que profissionais capazes de unir análise econômica tradicional a habilidades como interpretação de dados e pensamento crítico terão maior destaque, especialmente diante do avanço da automação em tarefas mais operacionais.
Setores em expansão, como tecnologia, sustentabilidade e saúde, também vêm absorvendo economistas em funções voltadas à análise de dados e planejamento estratégico, ampliando as possibilidades de atuação para além dos caminhos mais tradicionais da profissão.
Onde um economista pode trabalhar?
A atuação desse profissional é bastante ampla, e abrange instituições financeiras, consultorias econômicas, empresas privadas de diferentes setores, órgãos públicos e centros de pesquisa acadêmica, refletindo a versatilidade dessa formação no mercado de trabalho brasileiro.
Em bancos e instituições financeiras, o economista costuma atuar analisando cenários macroeconômicos, projetando tendências de mercado e auxiliando na tomada de decisões relacionadas a investimentos e gestão de risco para clientes e para a própria instituição.
Empresas de diferentes portes também contratam economistas para funções de planejamento estratégico, análise de custos e projeções financeiras, especialmente aquelas que atuam em setores mais sensíveis a variações cambiais, inflacionárias ou de juros.
No setor público, esse profissional pode atuar em ministérios, secretarias de fazenda, bancos centrais estaduais e órgãos de planejamento, contribuindo diretamente para a formulação de políticas econômicas e sociais em diferentes esferas de governo.
Consultorias especializadas também representam um campo relevante, oferecendo serviços de análise econômica para empresas que precisam de orientação especializada sobre cenários de mercado, viabilidade de projetos e estratégias de expansão em diferentes segmentos.
Por fim, a área acadêmica e de pesquisa também absorve boa parte dos economistas, especialmente aqueles que seguem carreira em universidades, institutos de pesquisa e centros de estudos voltados à análise de políticas públicas e desenvolvimento econômico.
Diante de tudo isso, fica evidente que compreender como está o mercado de trabalho para economista exige olhar além do cargo específico, considerando toda a diversidade de funções que essa formação permite exercer no mercado atual.
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