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Buscar uma recolocação no mercado de trabalho costuma envolver a apresentação de documentos que fortaleçam a credibilidade do candidato perante novos empregadores, e um dos mais valorizados nesse processo é justamente aquele que traz o testemunho de alguém que já trabalhou diretamente com você. Diante disso, entender como montar uma boa carta de recomendação profissional se torna essencial para quem deseja fortalecer sua candidatura em processos seletivos futuros.

Esse documento costuma ser solicitado tanto pelo próprio candidato, buscando reforçar seu currículo, quanto diretamente pelo recrutador, que utiliza essa avaliação externa para complementar as informações já apresentadas durante o processo seletivo em andamento.

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Saber estruturar corretamente esse documento aumenta consideravelmente sua credibilidade e efetividade, e é justamente por isso que aprender a montar uma carta de recomendação profissional se torna tão relevante. Continue a leitura deste artigo no Jovem Aprendiz BR e entenda todos os detalhes sobre o assunto.

Como montar uma carta de recomendação profissional?

Escrever esse documento exige atenção a alguns elementos essenciais, já que uma boa carta precisa apresentar claramente quem está recomendando, qual foi a relação profissional com o candidato e quais qualidades realmente justificam essa recomendação apresentada.

1. Identifique-se claramente no início

Comece a carta informando seu nome completo, cargo ocupado e o nome da empresa onde trabalhou junto com o candidato, garantindo que o leitor entenda imediatamente a legitimidade de quem está fazendo aquela recomendação profissional.

Essa identificação inicial é fundamental para dar credibilidade ao documento, já que recrutadores tendem a valorizar mais recomendações vindas de superiores diretos ou colegas que efetivamente acompanharam o trabalho do candidato de perto.

2. Descreva o período e o contexto de trabalho

Mencione durante quanto tempo vocês trabalharam juntos e em qual função o candidato atuava, contextualizando brevemente as principais responsabilidades exercidas durante esse período específico dentro da empresa mencionada.

Esse detalhamento ajuda o leitor a compreender exatamente qual foi a natureza dessa relação profissional, tornando a recomendação mais concreta e menos genérica em comparação a cartas que não especificam esses detalhes básicos.

3. Destaque qualidades e conquistas específicas

Cite exemplos concretos de situações em que o candidato demonstrou competências relevantes, como resolução de problemas, liderança ou proatividade, evitando elogios vagos que não agregam informação real sobre o desempenho profissional avaliado.

Um empresário entrega uma carta de recomendação a outro profissional em um escritório, em uma cena formal, realista e iluminada naturalment

Números e resultados específicos, quando existentes, tornam a carta ainda mais convincente, já que demonstram de forma objetiva o impacto real que aquele profissional teve durante sua passagem pela empresa mencionada no documento.

4. Finalize com uma recomendação clara

Encerre o texto reafirmando de forma direta que você recomenda o profissional para novas oportunidades, deixando também seus dados de contato disponíveis, caso o recrutador deseje confirmar as informações apresentadas na carta.

Esse fechamento objetivo reforça a confiança transmitida ao longo de todo o documento, sendo importante que a recomendação soe genuína e específica, e não apenas uma formalidade escrita sem convicção real.

Exemplos concretos de desempenho tornam a carta de recomendação muito mais convincente do que elogios genéricos.

É obrigatório a empresa dar carta de recomendação?

Não, não existe nenhuma previsão na Consolidação das Leis do Trabalho que obrigue o empregador a fornecer carta de recomendação ao ex-funcionário, sendo esse um documento concedido de forma totalmente voluntária pela empresa contratante.

Diversas decisões de Tribunais Regionais do Trabalho já reforçaram esse entendimento, afirmando que não existe amparo legal para que o empregador seja judicialmente compelido a fornecer esse tipo de declaração sobre a conduta pessoal e profissional do ex-empregado.

A CLT não prevê obrigatoriedade de fornecimento de carta de recomendação, salvo previsão em acordo ou convenção coletiva.

Essa regra geral, no entanto, possui uma exceção importante, já que caso exista previsão específica em acordo ou convenção coletiva da categoria profissional, a empresa passa a estar obrigada a fornecer o documento, podendo ser responsabilizada judicialmente em caso de descumprimento.

É importante destacar a diferença entre carta de referência e carta de recomendação, já que a primeira apenas confirma o vínculo empregatício e a função exercida, enquanto a segunda vai além, destacando qualidades específicas do profissional e sugerindo sua contratação.

Vale ressaltar que, mesmo diante dessa liberdade do empregador em conceder ou não o documento, a empresa nunca pode fornecer informações negativas ou difamatórias sobre o ex-funcionário, já que isso feriria diretamente seus direitos de personalidade previstos na Constituição Federal.

Caso a empresa opte por não fornecer nenhuma declaração, o candidato ainda pode buscar recomendações informais junto a colegas de trabalho ou gestores que acompanharam seu desempenho, formalizando essas informações em uma carta assinada pessoalmente por eles.

Diante de tudo isso, fica evidente que montar uma boa carta de recomendação profissional é uma estratégia valiosa para o candidato, mesmo sabendo que a empresa não é legalmente obrigada a fornecer esse documento.

Acompanhe outros conteúdos do site e continue se preparando para conquistar novas oportunidades profissionais.

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